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Evan Roberts e o País de Gales


Eu estendi minha mão e toquei a chama. Agora eu estou queimando e esperando por um sinal. – Evan Roberts, pregando na Capela de Moriah, Dezembro de 19031

Acima de tudo, uma sensação da presença e santidade de Deus impregnava cada área da experiência humana, em casa, no trabalho, nas lojas e nas tavernas. A eternidade parecia inevitavelmente próxima e real. – Efion Evans2

Eu não sou a fonte deste avivamento. Eu sou apenas um agente entre o que vai ser uma multidão... Eu não sou aquele que está tocandos os corações de homens e mudando as vidas dos homens. Não sou eu, mas o Deus que opera em mim. – Evan Roberts, Smith's Weekly1

O avivamento de Gales foi um dos mais impressionantes moveres de Deus de todos os tempos. Em poucos meses de avivamento, um país inteiro foi transformado, mais de cem mil pessoas aceitaram o Senhor Jesus como seu Senhor e Salvador, e a notícia foi espalhada ao redor do mundo.

O avivamento começou em outubro de 1904 na pequena cidade de Loughor, com Evan Roberts, um jovem de 26 anos. Wesley Duewel conta sobre o início do avivamento no seu livro "O Fogo do Reavivamento":

Os historiadores geralmente se referem ao reavivamento que começou na aldeia de Loughor no País de Gales como o ponto inicial do reavivamento. Evan Roberts foi o instrumento usado por Deus para inaugurar o reavivamento de 1904. Em 1891, aos treze anos de idade, Roberts começou a ter fome e sede, e orar por duas coisas importantes: (1) para que Deus o enchesse com o Seu Espírito, e (2) para que Deus enviasse o reavivamento ao País de Gales. Roberts fez talvez o maior investimento no banco de oração de Deus a favor do reavivamento que o Senhor desejava enviar. E talvez fosse essa a razão de Deus ter começado a onda internacional de reavivamentos no País de Gales – através de Evan Roberts.2

Evan Roberts tinha acabado de começar a cursar o seminário quando teve uma visão na qual Deus o chamava para voltar à sua pequena cidade e pregar para os jovens da sua igreja. Roberts já tivera outras experiências com Deus e estava convencido que Ele estava prestes a derramar um poderoso avivamento sobre o país de Gales. Mesmo assim, podemos imaginar que não foi fácil para ele voltar para casa depois de apenas quinze dias no seminário. Mas, na noite de domingo, 30 de outubro de 1904, durante o culto, Roberts teve uma visão dos seus amigos de infância e entendia que Deus estava falando para ele voltar para casa e evangelizar-los.2

No dia seguinte Evan Roberts reuniu os jovens da igreja e começou a passar a sua visão para o avivamento. Ele ensinou que o povo orasse uma oração simples: "Envia o Espírito Santo agora, em nome de Jesus Cristo". Roberts também enfatizou quatro pontos fundamentais para o avivamento:

  • A confissão aberta de qualquer pecado não confessado
  • O abandono de qualquer ato duvidoso
  • A necessidade de obedecer prontamente tudo que o Espírito Santo ordenasse
  • A confissão de Cristo abertamente2

Os cultos continuavam todos os dias e o fogo do avivamento começou a espalhar-se pela região.

Na primeira manhã daquela semana milagrosa, as pessoas se juntavam em grupos na rua principal de Gorseinon e a pergunta principal nos seus lábios foi, "Como você se sente agora? Você não se sente esquisito?" Nas suas mentes estavam gravadas as cenas dos cultos do Domingo quando, em cada capela, muitas pessoas pareciam ser subjugadas. As cenas se repetiam a cada dia e a alegria de Evan aumentou. O Reverendo Mathry Morgan de Llanon visitou uma noite e viu o avivalista "que quase dançava com alegria por causa de um que estava orando fervorosamente e que estava rindo enquanto orava, por ter ficado consciente que suas súplicas estavam prevalecendo. Mr Roberts mostrou sinais animados de uma alegria triunfante, em concordância com ele. Glórias a Deus por uma religião alegre."1

Desse pequeno começo, um grande avivamento começou a varrer o norte do país de Gales. Cultos de avivamento começaram espontaneamente, muitas vezes antes da chegada do avivalista. A maioria dos líderes e ministros do avivamento foram jovens e adolescentes:

Evan Roberts tinha apenas vinte e seis anos de idade quando irrompeu o avivamento. Sua irmã, Mary, que foi uma parte tão importante da obra, tinha dezesseis. Seu irmão Dan e o futuro marido de Mary, Sydney Evans, estavam ambos com cerca de vinte anos. As "Irmãs Cantoras", que foram usadas grandemente, estavam entre as idades de dezoito e vinte e dois anos. Milhares de jovens se converteram e eram imediatamente enviados por toda a terra testificando da glória de Deus. Criancinhas tinham suas próprias reuniões de oração e testemunhavam ousadamente aos pecadores mais endurecidos. As capelas ficavam superlotadas de jovens.3

O avivamento resultou na conversão de muitos jovens, que logo se empenharam na obra de evangelização. Crianças também foram usadas poderosamente no avivamento, ganhando muitos almas para Jesus. Novos convertidos lideravam grandes reuniões de oração e estudos Bíblicos.3

Durante o avivamento os cultos continuavam quase sem parar, e a presença de Deus foi manifesta de uma forma especial. Grandes congregações, de até milhares de pessoas, foram movidos pelo Espírito a "cair aos pés simultaneamente para adorar em uníssono"; às vezes a glória do Senhor brilhava dos púlpitos com uma luz tão forte que "os evangelistas ou pastores fugiam dela para não serem completamente arrebatados"3.

Um jornalista de Londres que assistiu às reuniões ficou surpreso ao ver como os cultos prosseguiam quase sem liderança ou orientação humana. Hinos, leitura da Palavra, oração, testemunhos dos convertidos e breves exortações por várias pessoas sucediam-se segundo o Espírito guiava. Os grandes hinos da igreja eram cantados durante três quartos da reunião; a ordem reinava, embora mil ou duas mil pessoas estivessem presentes. Se alguém se demorava muito na exortação, outra pessoa começava um hino. Evan Roberts insistia continuamente: "Obedeçam ao Espírito", e o Espírito mantinha a reunião pacífica e ordeira.2

O Reverendo R B Jones descreveu um culto, onde ele pregou a mensagem da salvação:

"Como um só homem, primeiro com um suspiro de alívio e depois com um grito de alegria delirante, toda a audiência ficou de pé... Todo recinto naquele momento parecia terrível com a glória de Deus – usamos a palavra 'terrível' deliberadamente; a presença santa de Deus era tão manifesta que o próprio orador sentiu-se dominado por ela; o púlpito onde se encontrava estava tão cheio com a luz de Deus que ele teve de retirar-se!"2

Os efeitos do avivamento estenderam-se muito além dos cultos e reuniões de oração. Os bares e cinemas fecharam, as livrarias evangélicas venderam todos os seus estoques de Bíblias. O avivamento tornou-se manchete nos principais jornais do país. A presença de Deus "parecia ser universal e inevitável", invadindo não somente as igrejas e reuniões de oração, mas se manifestando também "nas ruas, nos trens, nos lares e nas tavernas" .2

"Em muitos casos, os fregueses entravam nas tavernas, pediam bebidas e depois davam meia-volta e saíam, deixando-as intocadas no balcão. O sentimento da presença de Deus era tal que praticamente paralisava o braço que ia levar o copo à boca."2

Evan Roberts trabalhou sem parar no avivamento. Ele não queria que as pessoas olhassem para ele, e muitas vezes ficava calado durante os cultos, preferindo que o Espírito Santo os dirigisse. Ele raramente falava com os jornalistas que vinham para escrever sobre o avivamento, e não permitia que tirassem fotografias dele.

Infelizmente, Evan, o "catalisador principal" do avivamento, não cuidou da sua própria saúde, tirando o tempo necessário para descansar. Ele começou a se sentir fisicamente exausto, vindo finalmente a ter um colapso, e em abril de 1906 retirou-se para a casa do Sr. e Sra. Penn-Lewis na Inglaterra. Evan nunca mais exerceu seu ministério de avivalista, e sem sua liderança, o avivamento logo se apagou.

Rick Joyner, no seu livro "O Mundo em Chamas", fala sobre o papel da Sra Jessie Penn-Lewis na vida do avivalista:

Parece provável que Jessie Penn-lewis tenha exercido uma parte significativa em levar o grande Avivamento do País de Gales a um fim prematuro, embora ela parecesse ter a melhor das intenções. Os relatos foram de que ela convenceu Evan Roberts a retirar-se do avivamento, porque achava que ele estava recebendo muita atenção, a qual deveria ir apenas para o Senhor...
Seria desonesto incriminar Jessie Penn-Lewis como a única mão que interrompeu o Avivamento Galês, embora muitos amigos e colaboradores de Evan Roberts tenham feito exatamente essa acusação. Evan Roberts deixou a obra e foi viver na casa de Penn-Lewis, onde ele se tornou efetivamente um eremita espiritual, nunca mais usado no ministério...3

Depois de sair da liderança do avivamento, com sua saude bastante enfraquecida, Evan Roberts viveu uma vida de intercessão, escrevendo matérias para revistas evangélicas, e recebendo visitas. Alguns anos depois, junto com a Jesse Penn-Lewis, ele escreveu o livro "War on the Saints" (Guerra contra os Santos), em qual ele criticou o avivamento. Menos que um ano depois do lançamento do livro, Roberts o descreveu como sendo uma "arma falhada que tinha confundido e dividido o povo do Senhor."4

O avivamento no país de Gales durou apenas nove meses, porém neste tempo marcou o mundo. Os frutos, os resultados do avivamento, foram bons: uma pesquisa feita seis anos depois do avivamento descobriu que 80% dos convertidos continuavam sendo membros das mesmas igrejas onde tiveram se convertido. Porém, isso não significa que os outro 20% tivessem se desviado, porque muitos se mudaram para missões independentes ou novas denominações.2

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William J. Seymour


William J. Seymour

Muitas igrejas têm orado para um Pentecoste, e o Pentecoste veio. A pergunta agora é, será que o elas aceitarão? Deus respondeu de uma forma que elas não procuraram. Ele veio de uma forma humilde, como no passado, nascido em uma manjedoura. - The Apostolic Faith, setembro de 1906

Agora só uma palavra relativa ao irmão Seymour, que é o líder do movimento debaixo de Deus. Ele é o homem mais manso que eu já encontrei. Ele caminha e conversa com Deus. O poder dele está na sua fraqueza. Ele parece manter uma dependência desamparada em Deus e é tão simples como uma pequena criança, e ao mesmo tempo ele está tão cheio de Deus que você sente o amor e o poder toda vez que você chegar perto dele. - W H Durham, The Apostolic Faith, fevereiro / marco de 1907

O avivamento da Rua Azusa, na cidade de Los Angeles - EUA, tem marcado profundamente o Cristianismo dos últimos cem anos. Hoje, dos 660 milhões de cristãos protestantes e evangélicos no mundo, 600 milhões pertençam a igrejas que foram diretamente influenciadas pelo avivamento da Rua Azusa (Pentecostais, Carismáticos, Terceira-Onda etc).1

O início do avivamento começou com o ministério do Charles Fox Parham. Em 1898 Parham abriu um ministério, incluindo uma escola Bíblica, na cidade de Topeka, Kansas. Depois de estudar o livro de Atos, os alunos da escola começaram buscar o batismo no Espírito Santo, e, no dia 1° de janeiro de 1901, uma aluna, Agnes Ozman, recebeu o batismo, com a manifestação do dom de falar em línguas estranhas. Nos dias seguintes, outros alunos, e o próprio Parham, também receberam a experiência e falaram em línguas.2

Nesta época, as igrejas Holiness ("Santidade"), descendentes da Igreja Metodista, ensinaram que o batismo no Espírito Santo, a chamada "segunda benção", significava uma santificação, e não uma experiência de capacitação de poder sobrenatural. Os dons do Espírito Santo, tais como falar em línguas estranhas, não fizeram parte da sua teologia do batismo no Espírito. A mensagem do Parham, porém, foi que o batismo no Espírito Santo deve ser acompanhado com o sinal miraculoso de falar em línguas.

Parham, com seu pequeno grupo de alunos e obreiros, começou pregar sobre o batismo no Espírito Santo, e também iniciou um jornal chamado "The Apostolic Faith" (A Fé Apostólica). Em Janeiro de 1906 ele abriu uma outra escola Bíblica na cidade de Houstan, Texas.

Um dos alunos esta escola foi o William Seymour. Nascido em 1870, filho de ex-escravos, Seymour estava pastoreando uma pequena igreja Holiness na cidade, e já estava orando cinco horas por dia para poder receber a plentitude do Espírito Santo na sua vida.

Seymour enfrentou as leis de segregação racial da época para poder freqüentar a escola. Ele não foi autorizado ficar na sala de aula com os alunos brancos, sendo obrigado a assistir as aulas do corredor. Seymour também não pude orar nem receber oração com os outros alunos, e conseqüentemente, não recebeu o batismo no Espírito Santo na escola, mesmo concordando com a mensagem.

Uma pequena congregação Holiness da cidade de Los Angeles ouviu sobre Seymour e o chamou para ministrar na sua igreja. Mas quando ele chegou e pregou sobre o batismo no Espírito Santo e o dom de línguas, Seymour logo foi excluído daquela congregação.

Sozinho na cidade de Los Angeles, sem sustento financeiro nem a passagem para poder voltar para Houston, Seymour foi hospedado por Edward Lee, um membro daquela igreja, e mais tarde, por Richard Asbery. Seymour ficou em oração, aumentando seu tempo diário de oração para sete horas por dia, pedindo que Deus o desse "aquilo que Parham pregou, o verdadeiro Espírito Santo e fogo, com línguas e o amor e o poder de Deus, como os apóstolos tiveram."1

Uma reunião de oração começou na casa da família Asbery, na Rua Bonnie Brae, número 214. O grupo levantou uma oferta para poder trazer Lucy Farrow, amiga de Seymour que já tinha recebido o batismo no Espírito Santo, da cidade de Houston. Quando ela chegou, Farrow orou para Edward Lee, que caiu no chão e começou falar em línguas estranhas.

Naquela mesma noite, 9 de abril de 1906, o poder do Espírito Santo caiu na reunião de oração na Rua Bonnie Brae, e a maioria das pessoas presentes começaram falar em línguas. Jennie Moore, que mais tarde se casou com William Seymour, começou cantar e tocar o piano, apesar de nunca tiver aprendido a tocar.

A partir dessa noite, a casa na Rua Bonnie ficou lotado com pessoas buscando o batismo no Espírito Santo. Dentro de poucos dias, o próprio Seymour também recebeu o batismo e o dom de línguas.

Uma testemunha das reuniões na Rua Bonnie Brae disse:

Eles gritaram durante três dias e três noites. Era Páscoa. As pessoas vieram de todos os lugares. No dia seguinte foi impossível chegar perto da casa. Quando as pessoas entraram, elas caiaram debaixo do poder de Deus; e a cidade inteira foi tocada. Eles gritaram lá até as fundações da casa cederam, mas ninguém foi ferido. Durante esses três dias havia muitas pessoas que receberam o batismo. Os doentes foram curados e os pecadores foram salvos assim que eles entraram.1

Rua Azusa, 312

Sabendo que a casa na Rua Bonnie Brae estava ficando pequena demais para as multidões, Seymour e os outros procuravam um lugar para se reunir. Eles acharam um prédio, na Rua Azusa, número 312, que tinha sido uma igreja Metodista Episcopal mas, depois de ser danificado num incêndio, foi utilizado como estábulo e depósito. Depois de tirar os escombros, e construir um púlpito de duas caixas de madeira e bancos de tábuas, o primeiro culto foi realizado na Rua Azusa no dia 14 de abril de 1906.

Muitos cristãos na cidade de Los Angeles e cidades vizinhas já estavam esperando por um avivamento. Frank Bartleman e outros estiveram pregando e intercedendo por um avivamento como aquilo que Deus estava derramando sobre o país de Gales.

Num folheto escrito em novembro de 1905, Barteman escreveu:

A correnteza do avivamento está passando pela nossa porta... O espírito de avivamento está chegando, dirigido pelo sopro de Deus, o Espírito Santo. As nuvens estão se juntando rapidamente, carregadas com uma poderosa chuva, cuja precipitação demorará apenas um pouco mais.
Heróis se levantarão da poeira da obscuridade e das circunstâncias desprezadas, cujos nomes serão escritos nas páginas eternas da fama Celestial. O Espírito está pairando novamente sobre a nossa terra, como no amanhecer da criação, e o decreto de Deus saía: "Haja luz"...
Mais uma vez o vento do avivamento está soprando ao redor do mundo. Quem está disposto a pagar o preço e responder ao chamado para que, em nosso tempo, nós possamos viver dias de visitação Divina?3

O pastor da Primeira Igreja Batista, Joseph Smale, visitou o avivamento em Gales, e reuniões de avivamento continuavam para alguns meses na sua igreja, até que ele foi demitido pela liderança. Bartleman escreveu e recebeu cartas de Evan Roberts, o líder do avivamento de Gales. Mas o avivamento começou com o pequeno grupo de oração dirigido por Seymour. Depois de visitar a reunião na Rua Bonnie Brae, Bartleman escreveu:

Havia um espírito geral de humildade manifesto na reunião. Eles estavam apaixonados por Deus. Evidentemente o Senhor tinha achado a pequena companhia, ao lado de fora como sempre, através de quem Ele poderia operar. Não havia uma missão no país onde isso poderia ser feito. Todas estavam nas mãos de homens. O Espírito não pôde operar. Outros mais pretensiosos tinham falhados. Aquilo que é estimado por homem foi passado mais uma vez e o Espírito nasceu novamente num "estábulo" humilde, por fora dos estabelecimentos eclesiásticos como sempre.3

Interesse nas reuniões na Rua Azusa aumentou depois do terrível terremoto do dia 18 de abril, que destruiu a cidade vizinha de San Francisco. Duras críticas das reuniões nos jornais da cidade também ajudavam a espalhar a noticia do avivamento.

Como no avivamento de Gales, as reuniões não foram dirigidas de acordo com uma programação, mas foram compostos de orações, testemunhos e cânticos espontâneos. No jornal da missão, também chamado "The Apostolic Faith", temos a seguinte descrição dos cultos:

"As reuniões foram transferidas para a Rua Azusa, e desde então as multidões estão vindo. As reuniões começam por volta das 10 horas da manhã, e mal conseguem terminar antes das 20 ou 22 horas, e às vezes vão até às 2 ou 3 horas da madrugada, porque muitos estão buscando e outros estão caídos no poder de Deus. As pessoas estão buscando no altar três vezes por dia, e fileiras e mais fileiras de cadeiras precisam ser esvaziadas e ocupadas com os que estão buscando. Não podemos dizer quantas pessoas têm sido salvas, e santificadas, e batizadas com o Espírito Santo, e curadas de todos os tipos de enfermidade. Muitos estão falando em novas línguas e alguns estão indo para campos missionários com o dom de línguas. Estamos buscando mais do poder de Deus."4

Frank Bartleman também escreveu sobre os cultos na Rua Azusa:

O irmão Seymour normalmente se sentou atrás de duas caixas de sapato vazias, uma em cima da outra. Ele acostumava manter sua cabeça dentro da caixa de cima durante a reunião, em oração. Não havia nenhum orgulho lá. Os cultos continuavam quase sem parar. Almas sedentas poderiam ser encontradas debaixo do poder quase qualquer hora, da noite ou do dia. O lugar nunca estava fechado nem vazio. As pessoas vieram para conhecer Deus. Ele sempre estava lá. Conseqüentemente, foi uma reunião contínua. A reunião não dependeu do líder humano. Naquele velho prédio, com suas vigas baixas e chão de barro, Deus despedaçou homens e mulheres fortes, e os juntou novamente, para a Sua glória. Era um processo tremendo de revisão. O orgulho e a auto-asserção, o ego e a auto-estima, não podiam sobreviver lá. O ego religioso pregou seu próprio sermão funerário rapidamente.
Nenhum assunto ou sermão foi anunciado de antemão, e não houve nenhum pregador especial por tal hora. Ninguém soube o que poderia acontecer, o que Deus faria. Tudo foi espontâneo, ordenado pelo Espírito. Nós quisemos ouvir de Deus, através de qualquer um que Ele poderia usar para falar. Nós tivemos nenhum "respeito das pessoas." O rico e educado foi igual ao pobre e ignorante, e encontrou uma morte muito mais difícil para morrer. Nós reconhecemos somente a Deus. Todos foram iguais. Nenhuma carne poderia se gloriar na presença dele. Ele não pôde usar o opiniático. Essas foram reuniões do Espírito Santo, conduzidas por Deus. Teve que começar num ambiente pobre, para manter o elemento egoísta, humano, ao lado de fora. Todos entraram juntos em humildade, aos pés dele.3

Notícias sobre as reuniões na Rua Azusa começaram a se espalhar, e multidões vierem para poder experimentar aquilo que estava acontecendo. Além daqueles que vierem dos Estados Unidos e da Canadá, missionários em outros países ouvirem sobre o avivamento e visitavam a humilde missão. A mensagem, e a experiência, "Pentecostal" foi levada para as nações. Novas missões e igrejas Pentecostais foram estabelecidas, e algumas denominações Holiness se tornaram igrejas Pentecostais. Em apenas dois anos, o movimento foi estabelecido em 50 nações e em todas as cidades nos Estados Unidos com mais de três mil habitantes.5

A influência da missão da Rua Azusa começou a diminuir à medida que outras missões e igrejas abraçaram a mensagem e a experiência do batismo do Espírito Santo. Uma visita de Charles Parham à missão, em outubro de 1906, resultou em divisão e o estabelecimento de uma missão rival. Parham não se conformava com a integração racial do movimento, e criticou as manifestações que ele viu nas reuniões.

Em setembro de 1906 a Missão da Rua Azusa lançou o jornal "The Apostolic Faith", que foi muito usado para espalhar a mensagem Pentecostal, e continuou até maio de 1908, quando a mala direta do jornal foi indevidamente transferida para a cidade de Portland, assim efetivamente isolando a missão de seus mantenedores.

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orar ainda que nos sintamos cheios

Devemos nos dedicar à oração ainda que nos achemos bem espiritualmente

É estranhamente interessante, mas algumas pessoas param de buscar Deus em oração por se acharem muito bem espiritualmente. Pensam que por já terem uma longa caminhada com Deus, por já serem crentes há bastante tempo, por já terem obtido várias respostas de oração, por já desenvolverem um ministério tão bem sucedido, por possuírem o reconhecimento de vários outros cristãos, pensam que não precisam mais dedicar tanto tempo para a oração a sós com Deus. Imaginam que não precisam separar um período de oração diária, pois pensam que a sua vida, as suas atividades e o seu trabalho em favor do Reino dos céus já são uma oração a Deus.

Contudo, Jesus não pensava como essas pessoas. Apesar de ser o Filho de Deus, completamente sem pecado, totalmente perfeito, dedicado ao ministério e cheio do Espírito Santo, Jesus separava um período no seu dia para se dedicar à oração. Ele não considerava que o desenvolvimento e o sucesso do seu ministério o dispensavam de orar diariamente. Pelo contrário, Jesus, apesar de todas as suas qualificações “retirava-se para lugares solitários, e orava” (Lucas 5.16).

Tal atitude de Jesus tem muito a nos ensinar. Ele nos mostra que devemos nos dedicar à oração ainda que nos achemos bem espiritualmente. Não importa se estejamos nos sentindo fortes espiritualmente, nem se pessoas estão sendo curadas através de nossas vidas e nem se o nosso nome está se tornando conhecido das pessoas e dos demônios. Devemos separar períodos no nosso dia para entrarmos em uma comunhão íntima com Deus. Nós precisamos orar porque disso depende a nossa comunhão e relacionamento com o Pai.

Devemos nos dedicar à oração ainda que as atividades sejam muitas

A maior parte das pessoas justifica a sua negligência com a oração dizendo que não tem tempo. São homens e mulheres que afirmam estar ocupados demais para orar. Dizem que precisam acordar muito cedo e deitar muito tarde, e que por causa das tantas atividades não possuem tempo para se dedicarem à oração.

Jesus também era uma pessoa extremamente ocupada. Constantemente as pessoas vinham procurá-lo, desejando receber uma palavra de aconselhamento, o esclarecimento de uma dúvida, o ensinamento acerca do Reino de Deus ou uma ministração de cura. As pessoas não se perguntavam sobre a disponibilidade de Jesus. Elas não estavam preocupadas se Jesus precisava comer, dormir ou descansar. Elas queriam simplesmente obter a satisfação dos seus anseios. Jesus era tão requisitado que houve ocasiões em que Ele não conseguia nem mesmo comer, porque as pessoas iam e vinham para ouvi-lo e tocá-lo (Marcos 3.20). Contudo, apesar disso, ele sempre encontrava tempo para se dedicar à oração.

A Bíblia diz que apesar das multidões virem para ouvi-lo e para serem curadas, “Jesus se retirava para lugares solitários e orava” (Lucas 5.16). Apesar de tudo, Jesus se afastava das pessoas e buscava se dedicar à oração. Jesus não se deixava levar pelas pressões das pessoas e nem do seu ministério. Ele entendia que mais importante era o seu relacionamento com o Pai. Por isso, o seu tempo de oração era o seu tempo de relacionamento pessoal, de encontro e de comunhão com o Pai.

Por isso, você também, por causa do seu relacionamento com Deus, precisa separar algum período do seu dia para se dedicar à oração. Ainda que sejam muitas as suas atividades, que você acorde cedo e vá se deitar tarde, que você tenha várias horas do seu dia ocupadas com o seu estudo e trabalho, que aos seus olhos não exista tempo para se voltar para Deus em oração, você precisa se esforçar para separar um período do seu dia para orar. Além disso, essas muitas atividades e pressões são, na verdade, mais um motivo pelo qual você precisa parar para se dedicar à oração. Você está ocupado demais para deixar de orar!

Conclusão

O Senhor Jesus, durante todo o seu ministério, mostrou a importância da vida de oração. Ele não somente orava, mas também incentivava as pessoas a se dedicarem à oração. O exemplo de Jesus foi seguido pelos apóstolos, pelos primeiros cristãos e por muitos crentes durante toda a história da igreja. O quanto você ouvir sobre o relato de grandes milagres, maravilhosas e constantes manifestações do poder de Deus, curas tremendas, conversões em massa, cidades transformadas, você pode ter a certeza de que, por trás de todos esses acontecimentos, existe um crente ou um grupo de crentes que está se dedicando à oração. Deus decidiu agir, em muitas ocasiões, através da oração dos crentes.

Lembre-se do apóstolo Paulo e da grandeza do seu ministério. Lembre-se de Martinho Lutero e do impacto da sua vida em todo o mundo. Lembre-se de João Wesley e do avivamento que varreu a Europa e os Estados Unidos. Lembre-se de Smith Wigglesworth e das milhares de pessoas que foram curadas. E lembre-se de que, por trás de todas essas pessoas, existe uma vida de oração. A igreja pode transformar o mundo; você pode transformar o mundo. O caminho? Uma vida de oração.
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A importância da oração

A importância da oração (Lc 5.15-16)

A cidade de Worms, na Alemanha, estava apinhada de gente. Pessoas de todas as partes da Europa se dirigiram para a Assembléia convocada pelo imperador Carlos V. O motivo da Assembléia eram os escritos de um monge agostiniano chamado Martinho Lutero. As pessoas estavam interessadas em conhecer aquele homem que havia se levantado contra os ensinamentos da igreja católica. Todos conheciam o poder que a igreja católica possuía. Todos podiam se lembrar de que, anos antes, a igreja havia mandado queimar João Huss. E todos sabiam que os ensinamentos que levaram João Huss à fogueira eram os mesmos que estavam sendo defendidos por Martinho Lutero. Por isso, aquela ida de Lutero à cidade de Worms havia mobilizado tantas pessoas.
Uma vez na cidade, ?sabendo que tinha de comparecer perante uma das mais imponentes assembléias de autoridades religiosas e civis de todos os tempos, Lutero passou a noite anterior em vigília. Prostrado com o rosto em terra, lutou com Deus, chorando e suplicando. Um dos seus amigos ouviu-o orar assim: ?Oh! Deus todo-poderoso! A carne é fraca, o diabo é forte! Ah! Deus meu Deus, que perto de mim estejas contra a razão e a sabedoria do mundo! Fá-lo, pois somente tu o podes fazer. Não é a minha causa, mas sim a tua. Que tenho eu com os grandes da terra? É a tua causa, Senhor, a tua justa e eterna causa. Salva-me, oh! Deus fiel! Somente em ti confio, oh! Deus! Meu Deus... Vem, estou pronto a dar, como cordeiro, a minha vida. O mundo não conseguirá prender a minha consciência, ainda que esteja cheio de demônios, e se o meu corpo tem de ser destruído, a minha alma te pertence e estará contigo eternamente...? (BOYER, Orlando. Heróis da fé.CPAD:2002,p.24).
Naquela noite, durante aquela vigília de oração, Lutero venceu a guerra contra os seus inimigos. Por causa daquela noite em oração, no dia seguinte, Lutero conseguiu permanecer firme na fé, desmascarando os enganos que cegavam a igreja do seu tempo. Hoje, se nós podemos experimentar a nossa liberdade em Cristo, devemos, em grande parte, ao tempo de oração que Martinho Lutero dedicou a Deus naquele ano de 1521.
A oração é uma das mais importantes práticas da vida cristã. Lutero venceu a sua mais difícil batalha através da oração. Ele sabia que a oração era um dos meios que Deus utilizava para transformar as situações. Por isso mesmo, era comum que Lutero, quando tinha muitas tarefas para executar num determinado dia, orar uma hora a mais, além do tempo normal que costumava orar diariamente.
Tal prática de oração, Lutero não aprendeu por si mesmo. Antes, ele a aprendeu de Jesus. A Bíblia nos mostra que Jesus orava com bastante freqüência. Apesar das multidões, das tarefas e das pressões das pessoas, Jesus nunca deixou de dedicar tempo para estar a sós com Deus. Em Lucas 5.15-16, nós lemos que:

Todavia, as notícias a respeito dele se espalhavam ainda mais, de forma que multidões vinham para ouvi-lo e para serem curadas de suas doenças. Mas Jesus retirava-se para lugares solitários e orava.

Jesus considerava a oração uma prática extremamente importante na sua vida e ministério. Por isso, ele buscava se retirar para lugares solitários a fim de orar. Seguindo o exemplo de Jesus, porque a oração é extremamente importante, devemos nos dedicar à oração.

1 ? Devemos nos dedicar à oração ainda que nos achemos bem espiritualmente

É estranhamente interessante, mas algumas pessoas param de buscar Deus em oração por se acharem muito bem espiritualmente. Pensam que, por já terem uma longa caminhada com Deus, por já serem crentes há bastante tempo, por já terem obtido várias respostas de oração, por já desenvolverem um ministério tão bem sucedido, por possuírem o reconhecimento de vários outros cristãos, pensam que não precisam mais dedicar tanto tempo para a oração a sós com Deus. Imaginam que a sua longa e constante caminhada com Deus dispensam-nos da vida de oração. Imaginam que não precisam separar um período de oração diária, pois pensam que a sua vida, as suas atividades e o seu trabalho em favor do Reino dos céus já são uma oração à Deus.
Contudo, Jesus não pensava como pensam essas pessoas. Apesar de ser o filho de Deus, completamente sem pecado, totalmente perfeito, dedicado ao ministério e cheio do Espírito Santo, Jesus separava um período no seu dia para se dedicar à oração. Ele não considerava que o desenvolvimento do seu ministério o dispensava de orar diariamente. Ele não pensava que o sucesso do seu ministério o liberava de se dedicar à oração a sós com Deus. Ele não achava que o exercício do seu ministério já era uma oração a Deus. Pelo contrário, Jesus, apesar de todas as suas qualificações ?retirava-se para lugares solitários, e orava? (Lc 5.16).
Tal atitude de Jesus tem muito a nos ensinar. Pois Ele nos mostra que devemos nos dedicar à oração ainda que nos achemos bem espiritualmente. Não importa se estejamos nos sentindo fortes espiritualmente, nem se pessoas estão sendo curadas através de nossas vidas e nem se o nosso nome está se tornando conhecido das pessoas e dos demônios. Precisamos nos dedicar à oração diariamente. Devemos separar períodos no nosso dia para entrarmos em uma comunhão íntima com Deus. Nós precisamos orar porque disso depende a nossa comunhão e relacionamento com o Pai.

2 ? Devemos nos dedicar à oração ainda que as atividades sejam muitas

A maior parte das pessoas justifica a sua não-vida de oração, dizendo que não tem tempo. São homens e mulheres que afirmam estarem ocupados demais para orar. Dizem que precisam acordar muito cedo e deitar muito tarde; e que por causa das tantas atividades não possuem tempo para se dedicarem à oração.
Jesus também era uma pessoa extremamente ocupada. Constantemente, as pessoas vinham procurá-lo, desejando receber uma palavra de aconselhamento, o esclarecimento de uma dúvida, o ensinamento acerca do Reino de Deus ou uma ministração de cura. As pessoas não se perguntavam sobre a disponibilidade de Jesus. Elas não estavam preocupadas se Jesus precisava comer, dormir ou descansar. Elas queriam, simplesmente, obter a satisfação dos seus anseios. Jesus era tão requisitado que houve ocasiões em que Ele não conseguia nem mesmo comer, porque as pessoas iam e vinham para ouvi-lo e tocá-lo (Mc 3.20). Jesus era uma pessoa extremamente ocupada. Contudo, apesar disso, ele sempre encontrava tempo para se dedicar à oração.
A Bíblia diz que apesar das multidões virem para ouvi-lo e para serem curadas, ?Jesus se retirava para lugares solitários e orava? (Lc 5.16). Apesar das muitas atividades e pressões, Jesus não deixava de encontrar tempo para se dedicar à oração. Apesar das pessoas o procurarem por causa de necessidades legítimas ? cura de enfermidades, por exemplo ? Jesus se afastava das pessoas e buscava se dedicar à oração.
Jesus não se deixava levar pelas pressões das pessoas e nem do seu ministério. Ele entendia que mais importante que as pessoas e o ministério era o seu relacionamento com o Pai. Por isso, ele tinha toda a liberdade de se afastar das pessoas e do seu serviço ministerial para dedicar-se à oração. O seu tempo de oração era o seu tempo de relacionamento pessoal com o Pai. O seu tempo de oração era o seu tempo de encontro e de comunhão com o Pai.
Por isso, você também, por causa do seu relacionamento com Deus, precisa separar algum período do seu dia para se dedicar à oração. Ainda que sejam muitas as suas atividades; ainda que você acorde cedo e vá se deitar tarde; ainda que você tenha várias horas do seu dia ocupadas com o seu estudo e trabalho; ainda que aos seus olhos não exista tempo para se voltar para Deus em oração; você precisa se esforçar para separar um período do seu dia para a oração. Além disso, essas muitas atividades e pressões são mais um motivo a mais por causa do qual você precisa parar para se dedicar à oração. Na verdade, você está ocupado demais para deixar de orar!
Dessa maneira, se Jesus, apesar de ser tão atarefado, encontrava tempo para se dedicar à oração, porque você não pode encontrar um período no seu dia para se dedicar à oração? Nós devemos nos dedicar à oração ainda que as atividades sejam muitas. Jesus mostrou a importância da oração, mostrando que ele não abria mão de orar, ainda que as atividades, as pressões e as tarefas fossem muitas.
Conclusão

O Senhor Jesus, durante todo o seu ministério, mostrou a importância da vida de oração. Ele não somente orava, mas também incentivava as pessoas a se dedicarem à oração. O exemplo de Jesus foi seguido pelos apóstolos, pelos primeiros cristãos e por muitos crentes durante toda a história da igreja.
Quanto você ouvir o relato de grandes milagres, maravilhosas e constantes manifestações do poder de Deus, curas tremendas, conversões em massa, cidades transformadas, você pode ter a certeza de que, por detrás de todos esses acontecimentos, existe um crente, ou um grupo de crentes que está se dedicando à oração. Deus decidiu agir, em muitas ocasiões, através da oração dos crentes.
Lembre-se do apóstolo Paulo e da grandeza do seu ministério. Lembre-se de Martinho Lutero e do impacto da sua vida em todo o mundo. Lembre-se de João Wesley e do avivamento que varreu a Europa e os Estados Unidos. Lembre-se de Smith Wigglesworth e das milhares de pessoas que foram curadas. E lembre-se de que, por detrás de todas essas pessoas, existe uma vida de oração. A igreja pode transformar o mundo; você pode transformar o mundo. O caminho? Uma vida de oração.
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Charles Simeon oração



Nos seus primeiros anos de ministério, o pastor da Igreja Anglicana, Charles Simeon (24 de Setembro de 1759 - 13 de Novembro de 1836) era um homem rude e agressivo. Certo dia, foi visitar um pastor amigo numa povoação próxima da sua casa. Após a visita, as filhas do amigo queixaram-se ao pai sobre o comportamento de Simeon. Ele, então levou as suas filhas para o quintal, e disse-lhes: "Apanhai um daqueles pêssegos para mim." Era o inicio do Verão e os pêssegos estavam verdes. As meninas perguntaram por que é ele queria fruta verde, que ainda não estava madura. Ele respondeu-lhes: "Bem, minhas queridas, agora ele está verde e nós precisamos de esperar; mas, um pouco mais de Sol, um pouco mais de chuva e o pêssego estará maduro e doce. É assim com o Senhor Simeon."

Simeon, no devido tempo, realmente mudou. O calor do amor de Deus, as "chuvas" dos mal-entendidos e as decepções foram os meios pelos quais ele se tornou num homem gentil e humilde.

Charles Simeon foi pastor da Igreja Anglicana de 1782 a 1836, na Trinity Church, em Cambridge, na Inglaterra. Ele foi nomeado para lá por um dos bispos Igreja Anglicana, contra a vontade dos seus paroquianos, que se opuseram a ele, não por que fosse mau pregador ou exercesse mal o seu “húmus partoral”, mas porque era Evangélico. Isto é, cria na Bíblia, como a Palavra de Deus, e regra de fé, desafiava as pessoas para a necessidade de conversão (ao Novo Nascimento espiritual), aos crentes desafiava-vos para a santidade pessoal e apelava às Igrejas e aos crentes individualmente para o desafio da evangelização do mundo e ao amor pelos não convertidos a Jesus.

Durante 12 anos, os seus paroquianos não permitiram que ele pregasse o sermão de domingo, à tarde. E, durante todo esse tempo, também eles boicotaram o culto dominical matinal, e bloquearam os bancos da Igreja para que ninguém se pudesse sentar neles. Deste modo ele viu-se a pregar ao seu rebanho durante 12 anos nos corredores do templo!

«Nesse estado das coisas, eu não vi outro remédio, a não ser fé e paciência. O trecho das Escrituras que dominava e controlava a minha mente era este: "Ao servo do Senhor não convém contender." Era doloroso ver a igreja, com excepção dos corredores, quase abandonada; porém, eu pensava que se apenas Deus concedesse uma bênção dobrada à Congregação que estava ali, no todo haveria tanto bem como se a congregação fosse o dobro e a bênção limitada apenas metade dessa porção. Isso confortou-me muitas e muitas vezes, quando, sem essa reflexão eu teria sucumbido sob o meu pesado fardo.»

De onde obteve Charles Simeon a garantia, de que seguindo o caminho da paciência ele o conduziria à bênção sobre o seu trabalho, que compensaria a frustração de ter todos os bancos da Igreja bloqueados? Ele obteve-a de textos que prometiam a graça futura — textos como: "Como são felizes todos os que nEle esperam!" (Isaías 30.18). A Palavra venceu a incredulidade, e a fé na Graça futura venceu a impaciência.

Cinquenta e quatro anos depois destes tristes acontecimentos, Charles Simeon estava morrendo. As semanas arrastavam-se, como tem ocorrido com muitos santos moribundos. Aprendemos, ao lado de muitos crentes à porta da morte, que a batalha contra a impaciência pode ser muito intensa no leito de morte.

Em 21 de Outubro de 1836, os que estavam ao lado da sua cama, ouviram–no dizer as seguintes palavras, muito lentamente e com longas pausas:

“A infinita sabedoria dispôs tudo com infinito amor; e o infinito poder me capacita — a descansar nesse amor. Estou nas mãos do Pai amado — tudo está seguro. Quando olho para Ele, não vejo nada a não ser fidelidade — e imutabilidade — e verdade; e tenho a paz mais doce — não posso ter mais paz do que a que tenho!»

A razão para Simeon morrer assim foi a disciplina que exerceu durante 54 anos indo amiúde às Escrituras e nelas se apropriar das promessas da graça futura e de as usar para vencer a incredulidade da impaciência.

Ele aprendeu a usar a espada do Espírito para batalhar o combate da fé na graça futura. Pela fé, na graça futura, aprendeu a esperar com Deus no lugar não planeado da obediência, e a andar com Deus no passo não planeado da obediência. Com o salmista, disse: "Espero no SENHOR com todo o meu ser, e na Sua palavra ponho a minha esperança.” (Salmo 130:5)

Na vida e na morte, Charles Simeon tornou clara e com impacte a promessa: "O SENHOR é bom para com aqueles cuja esperança está nEle" (Lamentações 3.25).

Qual o segredo espiritual de Charles Simeon, que suportou imensas dificuldades no seu poderoso pastorado de cinquenta e quatro anos, na Trinity Church, em Cambridge, na Inglaterra?

A profunda influência espiritual para o bem dos pecadores e para a glória de Deus procede de homens e mulheres que se dedicam à oração e à meditação.

R. Housman, um dos amigos de Charles Simeon, que viveu com ele na mesma casa por alguns meses diz algo sobre a sua devoção, sobre o seu grande fervor de piedade, sobre o seu grande zelo e amor.

“Invariavelmente, Charles Simeon levantava-se em cada manhã, mesmo no Inverno, às quatro horas. E depois de acender o fogo, dedicava as primeiras quatro horas do dia à oração particular e ao estudo devocional das Escrituras.

Este era o segredo da sua grande graça e do seu vigor espiritual. Ao receber instrução dessa fonte e ao procurá-la com diligência, ele era confortado em todas as suas provações e obtinha preparação para todos os seus deveres.

Isto é verdade tanto para os crentes individualmente, quanto para as igrejas. Sem oração persistente não temos qualquer ofensiva na batalha contra o mal. Individualmente e como igrejas, somos destinados a invadir e despojar as fortalezas de Satanás.

Que o exemplo de Charles Simeon, nos impulsionem não somente às orações ocasionais, mas a uma vida de oração, como disse Housman, à “consistência e à realidade da devoção.”

Se não vigiarmos, seremos enredados pela tentação. A nossa defesa e o nosso ataque na vida cristã é a oração activa, persistente, fervorosa e confiante. Porém, cuidado, Crentes em Jesus! Nenhuma oração, nenhum poder!
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Homem que orava


“Dá-me almas, ó Deus, ou eu morro!" Isso tornou-se o rogo constante de João Hyde, nascido neste dia, 09 de Novembro de 1865 em Carrollton, Illinois, nos Estados Unidos da América. A família de João tinha o hábito da oração. Consequentemente, quando João era jovem, aprendeu naturalmente os segredos da oração à qual o Senhor responde!

O irmão de João, Edmundo foi preparar-se para ser missionário num seminário em Montana, onde contraiu uma febre e morreu. João questionava-se se deveria tomar o lugar do seu irmão Edmundo. Durante o seu último ano no Seminário Teológico McCormick. Assim, foi ao quarto do seu amigo, o Sr. Konkle, para que ele o esclarecesse sobre o ser missionário no estrangeiro. "Eu disse-lhe que ele sabia tanto como eu sabia sobre missões no estrangeiro. E que eu não acreditava que as opiniões que ele me estava a dar eram aquelas de que eu precisava, e que eu achava que o caminho para resolver essa situação era colocá-la diante do nosso Pai, e esperar até que Ele decida. Ficámos em silêncio mais algum tempo, e, dizendo ele que acreditava que eu estava certo, levantou-se e desejou-me boa noite. E eu ali fiquei."

Na manhã seguinte Konkle sentiu uma mão no seu braço. Olhando ao redor, viu o rosto de João radiante, com uma nova visão. "Está assente, Konkle", disse ele.

João partiu para a Índia. A bordo do navio, abriu uma carta de um amigo que lhe escreveu dizendo que ele iria orar até que João fosse cheio do Espírito Santo. Irado João amassou a carta e arremessou-a para o lixo. Ele tinha rendido o seu coração ao Senhor, obteve a sua graduação, estudara línguas indianas e foi obediente no seu caminho para uma vida profissional. Como se atreve este seu amigo a sugerir que ele não tinha o Espírito? Mas quando ele se acalmou, percebeu que o seu amigo estava certo. Ele passou a rogar o poder do Espírito Santo.

O resultado foi que João se tornou um notável intercessor, aquele que suplicava pelas almas e pelas necessidades dos outros. Ele foi apelidado de "O homem que orava." Muitas vezes ele passava as noites em oração.

O reavivamento na Índia começou quando ele chegou atrasado uma noite para uma reunião. "Eu tenho tido uma grande controvérsia com Deus. Sinto que Ele queria que eu aqui vos viesse testemunhar sobre algumas coisas que Ele tem feito por mim, e eu tenho vindo a argumentar com Ele que eu não deveria fazer isso. Apenas esta noite ... obtive a paz sobre o assunto, é que concordei em obedecer-Lhe, e agora vim para vos dizer algumas coisas que Ele fez por mim." João contou-lhes como Deus o libertou de certos pecados. Logo os seus ouvintes estavam chorando e confessando os seus próprios.

Em 1908, angustiado com a visão do pecado e das almas condenadas ao Inferno, ele pediu ao Senhor para que trouxesse uma alma por dia para o Reino de Deus. Logo ele rogou para que fossem duas almas, e depois quatro. Deus respondeu às suas orações.

Mas em Março de 1911, Hyde teve de dizer adeus à Índia. O seu coração adoeceu e necessitava de cuidados médicos. Nos Estados Unidos, verificou-se que ele tinha um tumor maligno no cérebro. Era necessária uma cirurgia. John Nelson Hyde Morreu em 17 de Fevereiro de 1912. As suas últimas palavras foram "Aclamai com brados de alegria a vitória de Jesus Cristo!"
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Andrewes sabia como orar

Lancelot Andrewes (1555 em Barking, Londres - 26 de Setembro de 1626, em Southwark) considerava a oração tão importante que ele mesmo escreveu uma oração para orar antes de iniciar sua oração pessoal. Ele queria estar no correcto estado de espírito com o espírito certo quando ele se ajoelha-se diante de Deus. "... Derrama o Espírito Santo em mim, que Ele possa adoptar-me no número de Seus escolhidos, que Ele possa ensinar-me como devo orar, de acordo com a Tua santa vontade, que possas subjugar todos os pensamentos perturbadores e as divagações do espírito em mim, enquanto Te ofereço minhas orações e louvores a Ti. Não me deixes servir-Te com os meus lábios, tendo o meu coração está longe de Ti, mas, cria dentro de mim um espírito recto... "

Este guerreiro de oração, nasceu em Londres em 1555, no auge da perseguição de Maria Tudor aos protestantes. Quando jovem, na faculdade, ele tinha feito a resolução de se recusar a jogar qualquer tipo de jogos, que ele considerava uma distracção de seu verdadeiro propósito. Sob o reinado da rainha Elizabeth I, que restaurou a fé protestante na Inglaterra, Lancelot tornou se um clérigo. Mas ele estava no "alto clero", significando que ele favoreceu formas de adoração católicas romanas.

Lancelot era um brilhante académico, mestre de quinze idiomas. A Rainha Elizabeth fez dele um dos seus capelães. O Rei Tiago I também reconheceu o mérito de Lancelot e fê-lo bispo. Ele utilizou também os talentos de Lancelot em matéria política. Após a Conspiração da Pólvora de 1605 liderada por Sir Robert Catesby, em que os católicos tentaram explodir o Parlamento, em grande parte protestante, Rei Tiago I exigiu um juramento de fidelidade. A Igreja Romana condenou qualquer católico que fizesse esse juramento. O Rei Tiago I, muito erudito, escreveu uma defesa. O Cardeal Belarmino, sob um pseudónimo, emitiu uma resposta dura. O Rei Tiago I delegou em Lancelot Andrewes para responder a Belarmino, o que ele fez com competência.

Em 1604, os líderes puritanos pediram ao rei Tiago I para se reunir com eles a fim de discutirem as suas reivindicações. O rei concordou. O resultado foi a Conferência de Hampton Court. Lancelot Andrewes estava lá. Quando o rei concordou em permitir uma nova tradução da Bíblia, era natural que Lancelot, com o seu grande conhecimento de línguas, devia ser um dos tradutores. Na verdade, ele fez a maioria dos trabalhos de tradução dos cinco livros de Moisés e dos livros históricos de Josué até 2 Crónicas.

O Dr. Lancelot Andrewes, Deão de Westminster, o qual presidiu à companhia de Westminster. Eis o que Fuller disse a respeito dele: “A carente erudição deste mundo gostaria de conhecer quão erudito era este homem, tão habilidoso em tudo (especialmente) nas línguas orientais, tanto que alguns imaginam que ele poderia, se fosse então vivo, servir de intérprete na confusão das línguas”. Ele veio a ser, sucessivamente, Bispo de Chichester, de Ely e de Winchester.

Considerando o quão bem conhecido era Lancelot Andrewes, é um facto curioso que não temos um registro exato da sua morte. . Ele morreu por volta deste dia, 26 de Setembro de 1626. Enquanto ele foi vivo, havia publicado uma colecção de dezanove dos seus sermões sobre oração. Ele considerava a oração uma das mais cruciais tarefas de um sacerdote e considerava a oração pública a de maior importância. A oração deve ter como modelo a oração do Senhor. Lancelot Andrewes explicou numa obra o que cada seção da oração famosa significava.

Por exemplo, «mas livra-nos do mal»: "Nós oramos para que Deus nos livre de todos os males, que o diabo deseja que pôr em perigo as nossas almas. Se quisermos ser livrados do poder de Satanás, nós temos de possuir a liberdade Cristo, o qual é Sabedoria e Poder e Ele nos libertará do mal. De qualquer modo, não devemos confundir a nossa oração para sermos libertos do mal do nosso acto de carregar a cruz nesta vida para o Calvário, especialmente quando sofremos inocentemente. Jamais podemos viver a vida cristã sem a cruz."

Após a morte de Lancelot Andrewes, ainda mais das suas orações vieram a lume. O seu livro de notas privado sobre a oração foi publicado. Este livro é considerado um clássico espiritual. Ele orou por todas as nações do mundo e para todos os seus benfeitores que o ajudaram no passado. Ele louvou a Deus pela sua criação e pediu perdão onde quer que tenham abusado do que Deus fez. Ele orou pela igreja e pela sua unidade. Lancelot levou a oração a sério e é isso que ele é principalmente lembrado hoje.

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“Os grandes mestres da doutrina cristã tem encontrado sempre na oração a fonte mais elevada de iluminação. Para não passar dos limites da Igreja Anglicana, diz-se do Bispo Andrews que passava cinco horas diárias sobre os joelhos. Tem-se chegado às maiores resoluções práticas que têm enriquecido e aformoseado a vida humana nos tempos cristãos por meio da oração.” (Cannon Liddon)


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Lancelot Andrewes foi o pregador favorito do rei Tiago I. Escreveu muitos eloquentes sermões, em particular sobre o Natal e a Ressurreição, baseados nas Escrituras e caracterizados por uma abundante sabedoria que encantava ao rei. Para as pessoas de hoje são sermões de difícil leitura, mas tremendamente profundos e que compensam aos estudiosos atentos. T.S. Eliot tomou o início de um dos sermões de Andrews sobre a Epifania como inspiração para seu poema “A viagem dos magos.”

Fria viagem tivemos
Justamente na pior época do ano
Para uma viagem – e que viagem longa!
O caminho áspero e o clima gélido
No auge do inverno

Andrews foi também um reconhecido erudito bíblico, competente no hebraico e no grego. Foi um dos tradutores da versão autorizada da Bíblia (King James). Como Deão de Westminster e diretor da escola da Catedral antes de ser bispo, influenciou na educação de vários clérigos destacados de seu tempo, em particular o poeta GeorgeHerbert.

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Nasceu em 1555 e matriculou-se em Cambridge em 1571 onde foi, posteriormente, mestre. Tornou-se deão de Westminster e mais tarde bispo de Ely e Winchester. Em 1604 foi nomeado presidente da Comissão da Tradução da Bíblia pelo seu conhecimento do hebraico. Foi amigo de F.Bacon.

Na sua teologia há uma preocupação central: afirmar o anglicanismo conforme o ensino das Escrituras interpretado pela Igreja Primitiva com a qual se mantém em continuidade histórica e doutrinal. Que é essa Igreja Primitiva? A Igreja Católica Primitiva? Na controvérsia com o jesuíta Bellarmino, o qual criticou o uso de católico por Tiago I, Lancelot Andrewes respondeu, baseado em Calisto e nessa resposta podemos ver o que ele entendeu por Igreja Primitiva:

“Um Cânon reduzido ao escrito pelo próprio Deus, dois testamentos, três credos, quatro Concílios Gerais, cinco séculos, e séries dos Pais da Igreja naquele período - os séculos antes de Constantino e dois depois dele, determinam os limites de nossa fé.”

Ao lado do interesse pela Bíblia, Lancelot Andrewes demonstrou sua preocupação com a Liturgia e sua inclinação foi pela liturgia grega.

Ele é lembrado pelas Preces Particulares, pois teve influência nas gerações posteriores. É uma teologia que interpreta o Credo dos Apóstolos, o Credo Niceno, à luz da experiência da vida. E muito do que ele escreveu foi na forma de sermão. Nos sermões ele fez muito uso da Bíblia e dos Pais da Igreja.

Ao apoiar-se na patrística, ele fazia distinção entre o uso, o costume de uma só localidade e o uso que tinha aceitação ampla.

No apelo à antiguidade, ele trabalhava com as Escrituras, Pais da Igreja, Concílios e a razão. Por isso não era um apelo à antiguidade pela antiguidade. Havia critério nesse apelo. Esse critério é dado por essa relação Escritura, a Patrística, os Concílios, tendo nas Escrituras a primazia.


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